[37]
3381-4768

DOR NEUROPÁTICA

A dor neuropÁtica se manifesta de várias formas, como sensação de queimaÇÃo, peso, agulhadas, ferroadas, choques. Pode ser acompanhada ou nÃo de “formigamento” ou “adormecimento” (sensações chamadas de parestesias) de uma determinada parte do corpo.

Como no sistema nervoso existem fibras “finas” e fibras “grossas”, as características das dores podem identificar qual o tipo de fibra que está acometida. Nas lesões de fibras finas geralmente predominam as dores em queimação, aperto e peso. Nas lesões de fibras grossas são mais comuns as dores em pontadas, agulhadas e choques. Existe, ainda, situações em que existem ambos os tipos de dores, isto é, dores de fibras finas e grossas ao mesmo tempo, sendo chamadas de dores mistas.

Quando somente um trajeto nervoso está comprometido pela doença, por isso chamado de mononeuropatia, a dor é bem localizada, podendo afetar um lado do corpo ou da região (por exemplo, um lado da perna, do tórax, da face, etc.). Às vezes, mais de um nervo pode estar envolvido no processo, causando dores em mais de um segmento do corpo (mononeuropatia múltipla). Quando vários nervos estão alterados ou danificados, ou seja, nas polineuropatias, a dor aparece de forma difusa, generalizada, podendo provocar dor no tronco, nos braços e pernas ao mesmo tempo. O tratamento da dor neuropática varia de acordo com a doença e o estágio em que ela se encontra. O objetivo é tratar especificamente do nervo, ou a doença que está lesando o nervo indiretamente e/ou a dor oriunda dessas lesões ou visar somente o alívio da dor. Os medicamentos comumente usados são: Anticonvulsivantes – substâncias usadas para tratar epilepsia (gabapentina, carbamazepina, lamotrigina) que atuam diminuindo a atividade elétrica dos nervos ou inibindo a passagem das dores por determinadas vias nervosas. Anestésicos – como a cetamina e ropivacaína, que também diminuem a atividade elétrica dos nervos. Antidepressivos – como a amitriptilina e imipramina, que estimulam certas partes do sistema nervoso que vão inibir a passagem das dores, além de atuar na depressão que geralmente acompanha a neuropatia ou qualquer dor na fase crônica.